terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quando duas festas ocupam o mesmo lugar e espaço



Você tem filhos de idades diferentes que fazem aniversário no mesmo mês ou em datas muito próximas? Se a resposta for sim, nada mais tentador do que fazer uma festança única para comemorar a ocasião. Mas aí, surgem as dúvidas (e até culpas) a respeito de se você deve ou não juntar as festinhas, já que cada filho é único e especial. E depois, também tem a questão de que um está na fase dos super-heróis e personagens de desenho animado e o outro mais para "Xuxa Só para Baixinhos". Para uns, bagunça, música alta, equipe de animação... Para outros, nada de muito barulho, palhaços e outros artistas performáticos, nem pensar! Ok, ok, calma! Primeiro, desencana, relaxa e pensa que, sim, é possível fazer uma festinha dupla numa boa... Para te provar isso, convidamos especialistas em convescotes infantis que não vão deixar você enlouquecer. Conversar com os filhos antes de procurar uma empresa é muito importante e poupa tempo. Nada melhor do que os pais para sondar os temas preferidos das crianças. O importante é evitar o conflito entre os dois irmãos e tentar chegar a um acordo (de preferência um acordo daqueles bem bons, sabe? O mesmo tema de festa e não se fala mais nisso). "O ideal é que os pequenos aceitem o mesmo tema", afirma Luciane Motta, proprietária da empresa paulistana Aprontando Uma. Se o filho mais novo for neném, melhor ainda. Faz-se a festa com o tema pro lado do filho maior, dedicando especial atenção a detalhes que possam atrapalhar a turminha mais nova, como o som e a animação, por exemplo, e está resolvido. "Se os filhos não forem gêmeos, é importante focar em animações diferenciadas, para que cada um possa curtir os amiguinhos e a própria onda", orienta Emmanuelle Gonik, diretora da empresa Bolimbola, no Rio de Janeiro.Silvia Nickel, sócia-proprietária da Mega Decoração e Eventos, em Curitiba, já fez diversas festas nesse estilo e tem alguns truques de festinhas que se encaixam perfeitamente nesse tipo de comemoração. "Eu costumo indicar, nesses casos, festas com temas mais abrangentes, que envolvam muitos personagens e elementos – o que não quer dizer que tudo seja um carnaval. Basta ser um tema mais geral, que tenha atrativos para faixas etárias diferentes, meninos ou meninas. Eu indico, nesses casos, dois tipos de festinha, a inspirada na Disney e a Circo Provençal, que é de bom gosto e tradicional".Bem, se não tiver jeito e você for obrigado a produzir dois temas de festas diferentes, não se desespere. É preciso ter cuidado nos gastos e ter atenção a alguns detalhes, como por exemplo, não carregar muito na decoração de nenhum dos dois lados, para a coisa não virar um circo dos horrores. Experimente também contratar uma empresa de animação que tenha atrações para os maiores e os mais miúdos. Tire proveito da situação e solte a imaginação, buscando opções divertidas de brindes e aquelas engraçadas, que tirem "sarro" daquela festa "estranha", com duas temáticas.






Fonte: Kids In

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nativos digitais



Desde pequenos eles já sabem o que é mouse, e-mail e www. Pedem para clicar no desenho que aparece na tela do computador. Nascidos na era da revolução tecnológica, nos séculos 20 e 21, as crianças são os nativos digitais. Os adultos, os imigrantes digitais. Os primeiros vão assistir à TV pelo celular. Os segundos mantêm o hábito de imprimir e-mail. Que as crianças se fascinam por todos esses gadgets ninguém tem dúvida. A questão é: quando dar? O que dar? Para que dar esses aparatos eletrônicos para crianças ainda tão pequenas? O quanto essas tecnologias devem ocupar de espaço na vida deles? Primeiro, não existe mais o não dar. A discussão é mesmo saber quando oferecer. Afinal computador, videogame, celular são novos brinquedos que fazem parte da infância.
Estabelecer uma idade mínima de uso para a maioria dessas tecnologias não é tarefa simples. Certamente os pais
não desejam que os filhos vejam imagens chocantes no computador, mas negar que usem a internet pode impedir que eles façam pesquisas escolares ou se conectem com os amigos. O celular pode ser um grande tomador de tempo para os adolescentes, mas também costuma ser valioso em situações de emergência. Impor limites nessa constelação digital é uma arte sem fórmula pronta. Cada família tem seu perfil, seus interesses e determina o seu tempo. Se, para você, ficar duas horas no computador está tudo bem, então não há crise. Mas, segundo os especialistas, o acesso de toda criança até 9 anos ao computador precisa ser acompanhado por um adulto, porque elas ainda são ingênuas. A partir dos 6 anos, as crianças já estão no mundo da alfabetização, e por causa disso já podem aprender a fazer busca na internet para os trabalhos de escola. Entre 6 e 8 anos, conseguem unir a vontade de saber com a capacidade de descobrir onde procurar. Nesse período, os pais devem ficar mais atentos. Não podem deixar a navegação por conta da criança, mesmo sob protestos. A educação digital se torna mais efetiva. Alertas sobre os perigos de vírus e controle de tempo devem ser persistentes. É hora de ficar de olho também nos polêmicos games violentos. Faça ligações entre o mundo real e o virtual nas brincadeiras. Primeiro, deixe a criança brincar de vestir a boneca e depois incentive-a repetir a brincadeira com uma boneca real. Começam as solicitações por celular. Alguns educadores acreditam que, se estão alfabetizadas e sabem cuidar dos brinquedos, as crianças podem sim ter seu próprio computador.Se o desejo da criança é um celular, os pais devem avaliar o perfil do filho. Pergunte por que ele deseja e questione-se se ele não vai perder o aparelho. Escolha um modelo simples com créditos pré-pagos. Cuidado com a dependência, que pode impedir a organização. Se o filho esquece o trabalho da escola, não deve ligar para a mãe pedindo socorro. Impor regras (limite) de uso é necessário. Não pode dar o número para todo mundo. Ligar só para mãe, pai, avós, tio e um amigo, além do 190, em uma emergência.

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Reciclando e educando



Quando a lista de material escolar para o novo ano letivo chega, muitos pais se apavoram com os gastos que estão por vir. Antes de ir às compras com os pequenos, é importante avaliar quais materiais estão em boas condições e podem ser reaproveitados. Reciclar o material escolar antigo pode ser mais do que uma forma de economizar. É também uma grande oportunidade para se passar mais tempo com os filhos, além de ensiná-los e educá-los sobre a importância da sustentabilidade para um mundo melhor.Lápis de cor, cola, régua, calculadora, canetinhas, dicionário, mochila e estojo são alguns itens que podem ser reutilizados. Com alguma criatividade, os cadernos antigos também podem se tornar novinhos. Para isso, basta separar as folhas que sobraram e uni-las em um novo espiral. Depois, é só deixar a imaginação fluir e montar uma nova capa bem descolada, com desenhos, adesivos ou fotos. Outra dica legal é verificar se a escola possui uma feira de livros. Muitas instituições já promovem eventos desse tipo antes do início do ano letivo para que os alunos possam trocar com os coleguinhas livros que não serão mais usados. Por falar em livros que não servem mais, que tal doá-los para bibliotecas e colégios públicos? É também uma forma de reaproveitar o material e ajudar quem precisa!

Fonte: Kids in

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Música, pra que te quero?



Qual criança não gosta de música? A coisa mais comum do mundo é ver um tampinha que adora ouvir as mesmas músicas com frequência, dançando ao som de seus cantores (ou bandas) preferidos e cantando junto com eles. Pois sabia que esta relação das crianças com a música pode trazer benefícios para o desenvolvimento. A descoberta foi feita recentemente por um grupo de pesquisa da York University, no Canadá, em parceria com o Royal Conservatory of Music, do mesmo país. Os cientistas fizeram um estudo com canadenses mirins, de idades entre quatro e seis anos, e descobriram que 90% mostraram ganhos cognitivos depois de 20 dias de treinamento com desenhos interativos e musicais. Curioso, não? A psicopedagoga Maria Luiza Werneck acredita que os primeiros anos de vida devem conter estímulo intelectual, afeto e atenção para que as crianças se desenvolvam de forma saudável. Para ela, a pesquisa da York University mostra que os pais devem mesmo investir na música como recurso para reforçar o aprendizado dos filhos:- A música precisa estar presente no dia a dia das crianças desde cedo. Inicialmente os pais podem oferecer canções de ninar, cantigas de roda e até mesmo música clássica. Num segundo momento, além de matricular os filhos em uma escola que valorize a musicalidade e seus benefícios, cabe também a eles o papel de levar a prole para assistir musicais infantis e concertos para crianças, além de incentivar o uso de jogos e DVDs nos quais a música esteja presente. Para complementar, a criança pode ser inscrita em uma escola de música, onde terá a oportunidade de aprender a tocar um instrumento de acordo com seu o interesse e faixa etária – sugere Maria Luiza.Por isso, caros papais e mamães, não percam tempo e coloquem mais música na vida da sua galerinha!

Fonte: Maria Luiza Werneck Psicopedagoga Clínica
www.marialuizawerneck.com.br

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desfraldando meninos

Espere o momento certo
O segredo do sucesso do desfraldamento é só começar quando a criança realmente já tem capacidade física para segurar as necessidades (ou seja, tem controle esfincteriano). Embora existam crianças que conseguem fazer isso já com 1 ano e meio, outras só vão estar prontas depois de completar 3 anos. Você talvez já tenha ouvido falar que meninos demoram mais para largar a fralda que as
meninas, o que é verdade. E o primeiro filho também demora mais a desfraldar, se comparado com meninos que já tenham irmãos. Estudos já demonstraram que, quando se tenta adiantar o processo, o que acontece é que ele acaba levando mais tempo. Ou seja: o resultado é o mesmo, mas começar antes da hora dá muito mais trabalho, e é bem mais estressante para todo mundo. A primeira coisa a fazer, portanto, é usar nossa lista para ver se seu menino está mesmo pronto. Se você acha que sim, ótimo. Agora o importante é iniciar o processo num momento bem propício. Verifique se a rotina do seu filho está tranquila, sem grandes mudanças à vista. Novidades na escola ou na família tendem a atrapalhá-lo. Preste atenção também para ver se ele dá abertura para essa grande mudança. O ideal é que ele não mostre resistência quando você mencionar o assunto.

Deixe-o aprender pela imitação
Se vocês já não fazem isso em casa, deixe que seu filho veja o pai e outros homens da família fazerem xixi. Mas deixe que ele veja a mãe também. Ele vai notar que há diferenças no jeito de urinar, e essa já será uma ótima oportunidade para explicar como os meninos usam o banheiro.


Providencie o equipamento correto
A maioria dos especialistas recomenda o bom e velho penico, que dá mais segurança à criança. O adaptador para o vaso sanitário é ótimo porque evita a operação de lavar o penico (principalmente quando se trata de cocô), mas pode assustar seu filho no começo. Você pode guardar essa opção para quando ele já estiver bem treinado. Existem penicos e adaptadores que contam com uma pequena elevação especial para meninos, para que o xixi não escape quando eles estiverem sentados. Mas tome cuidado: se a protuberância for muito grande, pode machucar seu filho na hora de sentar e levantar. O artifício não é necessário. Basta você ensinar o seu filho a colocar o pênis para baixo quando estiver sentado. Um banquinho baixinho (com menos de 20 cm de altura), bem firme, é uma boa idéia para este momento. Ele pode ajudar seu filho a alcançar o vaso sanitário, se quiser fazer xixi de pé, igual ao papai, e vai ser útil na hora de
lavar as mãos. Livros ou desenhos sobre o assunto podem ajudar, mas não são essenciais.
Ajude seu filho a se acostumar ao penico
Mostre a ele que o penico é dele. Deixe-o sentar lá de roupa e tudo, se ele quiser. Depois, com calma, sugira que ele experimente sentar sem a roupa. Não se assuste se ele estranhar (é gelado!). Não force, só incentive com bom humor. É preciso muito cuidado para não pressioná-lo, pois esse é um dos
maiores erros que os pais cometem. É uma tentação difícil de resistir. Caso ele se recuse a sentar no penico, brinque com um boneco ou um bichinho de pelúcia, colocando-o lá e fingindo que ele está fazendo xixi. Dá até para improvisar um peniquinho especial para o "amigo", se você achar que isso vai ajudar.

Compre cuecas "especiais"
Se der, leve seu filho com você à loja para escolher cuecas bem legais. Antes do passeio, conte a ele como vocês vão fazer uma coisa especial, porque ele já é um menino grande e agora pode usar cueca igualzinho ao papai!


Crie uma estratégia para o desfraldamento
Em primeiro lugar, você vai ter de decidir se vai tirar a fralda diurna de uma vez só ou se vai fazer a mudança de forma gradual, colocando fraldas sempre que necessário. Tirar a fralda de uma vez só às vezes agiliza o processo, mas você tem que se preparar para um grande número de acidentes. A situação ideal para fazer isso é no calor, de preferência quando você for passar bastante tempo em casa, sem grandes compromissos. Existe a chance, se ele estiver realmente pronto, de em menos de uma semana o desfraldamento estar completo. A retirada gradual tende a demorar bem mais, mas se encaixa mais na rotina e nos compromissos, como a escola, saídas para a casa da avó etc. Nesse caso, proponha deixá-lo sem fralda por algum tempo sempre que puder, e faça bastante festa quando ele pedir para fazer xixi ou cocô no penico, ou quando a fralda ficar seca. As pull-ups, fraldas de treinamento que vestem como cuecas, são boas para esta fase, porque não vazam se ele esquecer de pedir, mas podem ser baixadas e levantadas pela própria criança, o que não acontece com a fralda, que precisa ser aberta e muitas vezes não pode ser reaproveitada. O inconveniente é que esse tipo de fralda especial é caro e mais difícil de encontrar.


Ensine primeiro a fazer xixi sentado, depois em pé
Como muitas vezes o xixi e o cocô vêm juntos, e nem sempre a criança sabe identificar qual deles está para sair, faz mais sentido ensinar o menino a fazer xixi e cocô do mesmo jeito, sentado, pelo menos no começo. Outra vantagem é que ele pode se concentrar na coisa em si, sem ter de se preocupar em acertar a pontaria. Mostre que ele tem de colocar o pênis para baixo, com a mão, para que o xixi não escape para todo lado. Isso mesmo na hora de fazer cocô: às vezes o xixi vem junto, conforme ele faz força. Uma vez que ele esteja fazendo xixi direitinho sentado, você pode propor que ele tente fazer em pé na privada. Use um banquinho (cuidado para ver se ele não vira nem escorrega). Não há pressa para isso.


Deixe-o circular pelado
Esse é um jeito de evitar o xixi na calça. Aproveite dias de calor e deixe-o brincar pelado pela casa (ou, pelo menos, em algum lugar que não cause grandes prejuízos se ele fizer xixi no chão). No começo, as escapadas de xixi são inevitáveis, e assim você não molha tanta roupa, e a criança não se sente tão mal por ter feito xixi na calça. Não se esqueça de comemorar muito sempre que ele fizer xixi ou cocô no lugar certo. Você pode dar prêmios, de preferência ligados ao fato de que agora ele é um menino grande: o direito de ver um filme, de ficar acordado até mais tarde, de ganhar adesivos etc. Por outro lado, segure a ansiedade porque, se cada ida ao banheiro for a coisa mais importante da sua vida, ele vai perceber e ficar nervoso. É muita responsabilidade para uma criança tão pequena. Procure tratar tudo como uma brincadeira, com naturalidade.


Facilite as coisas
Este não é o momento para usar jardineiras, macacões e calças com cinto. Prefira roupas de elástico, fáceis de pôr e tirar, e compre cuecas larguinhas. Deixe o penico num lugar fácil. Mantenha a porta do banheiro aberta, e o penico num local acessível.


Tudo menos demonstrar frustração ou raiva
Todo o esforço pode ir rapidinho por água abaixo, e o processo atrasar meses e meses, se você perder a paciência e fizer a criança se sentir mal porque o xixi ou o cocô escaparam. Mesmo as crianças mais treinadas têm acidentes de vez em quando. Segure a bronca com todas as suas forças, mesmo que seu filho esteja fazendo cara de paisagem, como se nada tivesse acontecido, e haja cocô por todo lado. Se as escapadas estiverem ficando frequentes demais e seu filho parecer não se importar, talvez valha a pena pensar em
dar um tempo e só recomeçar com o processo dali a alguns meses.

Apele para a diversão
Use a criatividade para aliviar o estresse do processo todo. Um pouco de um produto de limpeza azul na água do vaso sanitário, por exemplo, pode encantar seu filho, pois ele vai descobrir que, se fizer xixi lá (ou despejar o xixi do penico), a água fica verde! Deixe livrinhos no banheiro para ele se distrair. Faça uma cartela de adesivos e vá dando adesivos de prêmio a cada xixi no lugar certo -- e um adesivo maior ou mais especial quando for cocô. Se só os adesivos não estiverem adiantando, prometa um prêmio maior (um brinquedinho ou um passeio) quando ele completar uma fileira, ou determinado número de adesivos. Há especialistas que são contra o uso de qualquer tipo de premiação, mas na prática a tática pode ajudar, se o resto não estiver funcionando.


Saiba a hora de tirar a fralda da noite
Quando seu filho estiver ficando sem fraldas o dia inteiro, você pode começar a pensar em tirar a fralda noturna. Mas espere até o desfraldamento diurno estar bem firme. Comece a observar, assim que ele acorda, se a fralda está molhada. Há crianças que fazem xixi imediatamente, ao acordar, por isso vale a pena olhar logo que ele desperta, e oferecer para levá-lo ao banheiro. Só decida eliminar a fralda da noite quando perceber que ele acorda quase sempre com a fralda seca (três noites em cinco é uma boa medida). Isso pode demorar mais do que você imagina. O organismo pode ter dificuldade de segurar o xixi durante as fases de sono profundo. Se você tentou e os episódios de xixi na cama se transformaram em um transtorno para a família, simplesmente volte atrás, explique a ele que é melhor esperar um pouco e que logo o corpo dele estará pronto para tentar outra vez.


Faça a festa quando as fraldas forem embora de vez
Parabéns, seu filho já está grande! Elogie-o muito e deixe-o dar o resto do pacote de fraldas para um priminho menor, ou para outra criança mais nova. E comemore você também! Nada mais de troca de fraldas! Bom, você ainda tem de ajudá-lo a se limpar na hora em que ele berra "Acabeeeeei!" lá do banheiro, mas isso é outra história...


Fonte: Baby Center

Desfraldando meninas

Espere o momento certo
O segredo do sucesso do desfraldamento é só começar com o processo quando a criança realmente já tiver capacidade física (controle esfincteriano) para segurar as necessidades. Embora existam crianças que conseguem fazer isso já com 1 ano e meio, outras só vão estar prontas depois de completar 3 anos. Você talvez já tenha ouvido falar que meninas largam as fraldas mais rápido que
meninos, o que é verdade. E crianças que já tenham irmãos mais velhos também levam menos tempo para desfraldar. Estudos já demonstraram que, quando se tenta adiantar o processo, o que acontece é que ele acaba levando mais tempo. Ou seja: o resultado é o mesmo, mas começar antes da hora dá muito mais trabalho, e é bem mais estressante para todos, além de poder gerar problemas futuros. A primeira coisa a fazer, portanto, é usar nossa lista de sinais para ver se sua filha está mesmo pronta para abandonar as fraldas. Se você acha que sim, ótimo. Agora o importante é iniciar o processo num momento bem propício. Verifique se a rotina dela está bem tranquila, sem grandes mudanças à vista. Novidades na escola ou na família tendem a atrapalhá-la. Preste atenção também para ver se ela dá abertura para essa grande mudança. O ideal é que ela não mostre resistência quando você mencionar o assunto.

Deixe-a aprender pela imitação
Se vocês ainda não fazem isso em casa, deixe que sua filha veja a mãe -- e o pai -- fazerem xixi. Ela vai notar que há diferenças no jeito de urinar, e essa já será uma ótima oportunidade para explicar como meninas e meninos usam o banheiro.


Providencie o equipamento correto
A maioria dos especialistas recomenda o bom e velho penico, que dá mais segurança à criança. O adaptador para o vaso sanitário é ótimo porque evita que a criança caia dentro do vaso e poupa você da operação de lavar o penico (principalmente quando se trata de cocô), mas pode assustar sua filha no começo. Você pode guardar essa opção para quando ela já estiver bem treinada. Um banquinho bem firme é uma boa idéia para este momento. Ele pode ajudar sua filha a alcançar o vaso sanitário, quando ela quiser experimentar a privada. Nesse caso, também serve para apoiar os pés enquanto estiver sentada lá. Mesmo antes disso, o banquinho vai ser útil na hora de
lavar as mãos. Livros ou desenhos sobre o assunto podem ajudar, mas não são essenciais.

Ajude sua filha a se acostumar ao penico
Mostre a ela que o penico é dela. Deixe-a sentar lá de roupa e tudo, se ela quiser. Depois, com calma, sugira que ela experimente sentar sem a roupa. Não se assuste se ela estranhar (é gelado!). Não force, só incentive com bom humor. É preciso muito cuidado para não pressioná-la, pois esse é um dos
maiores erros que os pais cometem. É uma tentação a que é difícil resistir. Caso ela se recuse a sentar no penico, brinque com uma boneca ou um bichinho de pelúcia, colocando-o para fazer xixi e cocô lá. Dá até para improvisar um peniquinho especial para o "amigo", se você achar que isso vai ajudar.

Compre calcinhas "especiais"
Se der, leve sua filha com você à loja para escolher calcinhas bem legais. Antes do passeio, conte a ela como vocês vão fazer uma coisa especial, porque ela já é uma menina grande e agora pode usar calcinha igualzinho à mamãe!


Crie uma estratégia para o desfraldamento
Em primeiro lugar, você vai ter de decidir se vai tirar a fralda diurna de uma vez só ou se vai fazer a mudança de forma gradual, colocando fraldas sempre que necessário. Tirar a fralda de uma vez só às vezes agiliza o processo, mas você tem que se preparar para um grande número de acidentes. A situação ideal para fazer isso é no calor, de preferência quando você for passar bastante tempo em casa, sem grandes compromissos (um feriado prolongado ou durante as férias). Existe a chance, se ela estiver realmente pronta, de em menos de uma semana o desfraldamento estar completo. A retirada gradual tende a demorar bem mais, mas se encaixa melhor na rotina e nos compromissos, como a escola, saídas para a casa da avó etc. Nesse caso, proponha deixá-la sem fralda por algum tempo sempre que puder, e faça bastante festa sempre que ela pedir para fazer xixi ou cocô no penico, ou quando a fralda ficar seca. As pull-ups, fraldas de treinamento que vestem como calcinhas, são boas para esta fase, porque não vazam se ela se esquecer de pedir, e podem ser baixadas e levantadas pela própria criança, o que não acontece com a fralda. O inconveniente é que elas são caras e mais difíceis de encontrar.


Ensine-a a se limpar do jeito certo
Uma das coisas mais importantes que você precisa ensinar à sua filha é a se limpar do modo correto. Explique que ela precisa passar o papel sempre da frente para trás, da vagina para o bumbum, e não o contrário, principalmente quando faz cocô. Assim, ela evita levar bactérias da região do ânus para a vagina e a uretra, o que pode causar
infecções urinárias -- problema que parece ser mais comum em meninas na época do desfraldamento. Se você achar que está difícil para ela aprender a se enxugar corretamente, ensine-a a só encostar levemente o papel higiênico na vagina depois do xixi, sem fazer movimentos para frente ou para trás -- e peça a ela para chamar você para limpá-la depois do cocô. Caso sua filha de repente precise fazer xixi a toda hora, ou tenha vontades repentinas, reclame de dor ou comece a deixar escapar a urina depois de já estar bem treinada para usar o penico ou o vaso sanitário, é melhor levá-la ao médico para ver se não há uma infecção no trato urinário.

Deixe-a circular pelada
Esse é um jeito de evitar o xixi na calça. Aproveite dias de calor e deixe-a brincar pelada pela casa (ou, pelo menos, em algum lugar que não cause grandes prejuízos se ela fizer xixi no chão). No começo, as escapadas de xixi são inevitáveis, e assim você não molha tanta roupa -- e a criança não se sente tão mal por ter feito xixi na calça. Não se esqueça de comemorar muito sempre que ela fizer xixi ou cocô no lugar certo. Você pode dar prêmios, de preferência ligados ao fato de que agora ela é uma menina grande: o direito de ver um filme, de ficar acordada até mais tarde etc. Por outro lado, segure a ansiedade porque, se cada ida ao banheiro for a coisa mais importante da sua vida, ela vai perceber e ficar nervosa. É muita responsabilidade para uma criança tão pequena!


Facilite as coisas
Este não é o momento para usar jardineiras, macacões, vestidos complicados, meia-calça e calças com cinto. Prefira roupas de elástico, fáceis de pôr e tirar, e compre calcinhas larguinhas. Deixe o penico num lugar fácil. Mantenha a porta do banheiro aberta, e o penico num local acessível.


Tudo menos demonstrar frustração ou raiva
Todo o esforço pode ir rapidinho por água abaixo, por meses e meses, se você perder a paciência e fizer a criança se sentir mal porque o xixi ou o cocô escaparam. Mesmo as crianças mais treinadas têm acidentes de vez em quando. Segure a bronca com todas as suas forças, mesmo que sua filha esteja fazendo cara de paisagem, como se nada tivesse acontecido, e haja cocô por todo lado. Se as escapadas estiverem ficando frequentes demais e sua filha parecer não se importar, talvez valha a pena pensar em
dar um tempo e só começar com o processo dali a alguns meses.

Apele para a diversão
Use a criatividade para aliviar o estresse do processo todo. Um produto de limpeza azul na água do vaso sanitário, por exemplo, pode encantar sua filha, pois ela vai descobrir que, se fizer xixi lá (ou despejar o xixi do penico), a água fica verde! Deixe livrinhos no banheiro para ela se distrair. Faça uma cartela de adesivos e vá dando adesivos de prêmio a cada xixi no lugar certo -- e um adesivo maior ou mais especial quando for cocô. Se só os adesivos não estiverem adiantando, prometa um prêmio maior (um brinquedinho ou um passeio) quando ela completar uma fileira, ou determinado número de adesivos.


Saiba a hora de tirar a fralda da noite
Quando sua filha estiver ficando sem fraldas o dia inteiro, você pode começar a pensar em tirar a fralda noturna. Mas espere até o desfraldamento diurno estar bem firme. Comece a observar, quando ela acorda, se a fralda está molhada. Há crianças que fazem xixi imediatamente ao acordar, por isso vale a pena olhar logo que ele desperta, e logo oferecer para levá-la ao banheiro. Só decida eliminar a fralda da noite quando perceber que ela acorda quase sempre com a fralda seca (três noites em cinco é uma boa medida). Pode demorar mais do que você imagina. O organismo pode ter dificuldade de segurar o xixi durante as fases de sono profundo. Se você tentou e os episódios de xixi na cama se transformaram em um transtorno para a família, simplesmente volte atrás, explique a ela que é melhor esperar um pouco e que logo o corpo dela estará pronto para tentar outra vez.


Faça a festa quando as fraldas forem embora de vez
Parabéns, sua filha já é quase uma moça! Elogie-a muito e deixe-a dar o resto do pacote de fraldas para um priminho menor, ou para outra criança mais nova. E comemore você também! Nada mais de troca de fraldas! Bom, você ainda tem de ajudá-la a se limpar na hora em que ela berra "Acabeeeeei!" lá do banheiro, mas isso é outra história...


Fonte: Baby Center
Desenvolvimento da criança (3 anos)

À medida que se aproxima dos 3 anos, a criança começa a perceber que às vezes as pessoas ao redor ficam felizes, às vezes tristes, às vezes bravas. Não esconda seus sentimentos e procure sempre explicar o que está acontecendo ("O dente da mamãe está doendo, por isso ela está chateada"), assim ela vai se acostumando à idéia de que existem diferentes emoções e que todas são legítimas. As emoções do seu filho também estão mais aparentes, inclusive para ele próprio. Ao notar que há respeito pela forma como responde ao mundo, ele se sentirá aceito e amado pelos pais do jeitinho que é -- por isso, não dê risada quando ele ficar bravo, mesmo que seja a coisa mais fofa do mundo.

Fonte: Baby Center