quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Muitas palavras - 2 a 3 anos

Você sabia que uma criança nessa fase já fala de 20 a 50 palavras e entende muito mais que isso? Claro que o desenvolvimento da linguagem dependerá de seu próprio ritmo e dos estímulos que recebe dos pais e das pessoas que a cercam, mas a fase é certamente de muita conversa. A convivência com a criança pode se tornar muito divertida, pois ela, de repente, se expressará com palavras que você julgava que viriam apenas no futuro breve.


O desenvolvimento da linguagem é um dos aspectos do crescimento mais gratificantes para os pais. Aos 3 anos, elas falam: “Mamãe, eu te amo”. E, daí, algumas horas do dia estão ganhas. As crianças começam a interagir, responder. Afinal, só a partir do desenvolvimento da linguagem oral os pais podem saber o que os filhos realmente querem ou não, gostam ou não. E eles serão absolutamente claros na manifestação de gostos e desgostos. Nessa hora, a influência dos adultos com quem a criança convive também é essencial. Uma pesquisa de uma instituição de ensino norte-americana mostrou que crianças de 1 a 3 anos aprendem com mais facilidade palavras ditas pelos que estão a seu redor, não importando o interesse que têm pelo objeto, enquanto bebês até 10 meses gravam nomes de objetos que são mais importantes para eles. Pesquisadores constataram ainda que mães que conversam bastante com os filhos e usam um vocabulário rico para descrever objetos e situações ajudam as crianças a desenvolver um vocabulário mais amplo. Por isso, solte a língua, o verbo, e converse muito com o seu filho. Sem o tatibitati.

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Adaptável lugar novo



Choro e vela. Assim podemos descrever a hora em que muitas crianças saem do conforto do lar por umas horinhas (uma eternidade para algumas) e largam a barra da saia da mãe para ir à creche ou à escola. Conviver com outros pequenos, seguir regras que nunca viram na vida e aprender coisas novas são as palavras de ordem dessa nova realidade dos pequenos que às vezes ainda balbuciam. É muita mudança, não é mesmo? Pois saiba que ela pode ser mesmo assustadora para algumas crianças. Por isso, prezados pais que nos leem, esse momento clama por um processo chamado de adaptação; fundamental para que os miúdos se sintam seguros e tranquilos na escolinha, especialmente quando se trata da primeira que irão frequentar. A adaptação, seja ela a uma nova escola ou à primeira escolinha ou creche, deve ser gradativa, começando com duas horas diárias e aumentando aos poucos, de acordo com a aceitação ao novo universo. É importante que, no início, a criança permaneça na escola acompanhada por alguém com quem possua um vínculo afetivo (mãe, pai, avós, babá...) para que essa pessoa seja um suporte emocional em caso de choro ou insegurança. De acordo com a psicóloga Andrea Bellingall é sempre bom conversar com os filhos sobre a mudança:-É importante frisar que a escola é um lugar interessante e divertido, onde a criança pode brincar, aprender e, no final do dia, voltar para casa, cantinho onde reencontrará seus pertences e sua família. Para os pais que já estão ansiosos para saber qual a duração dessa tal adaptação, saibam que ela varia entre cada aluno e família. O importante é respeitar o tempo de cada criança em se sentir segura e passar por esse processo de mudanças do modo mais natural e positivo possível.Além da adaptação escolar, os pais podem agendar uma entrevista com a psicóloga da escola para conversarem juntos sobre a história de vida do aluno, desde o nascimento até a entrada na escolinha, pontuando aspectos importantes como sono, alimentação e outros hábitos. Para a psicóloga, qualquer dúvida que os pais tenham sobre o processo deve ser esclarecida nessa conversa: “Esses dados são bastante relevantes para conhecer um pouco mais sobre a criança que começará a frequentar o ambiente escolar”. Desta forma, aos poucos, um vínculo afetivo vai sendo construído com as “tias” e o mais novo integrante da escolinha ficará mais seguro em dar um tchauzinho aos pais. Sem choro, nem vela.



Fonte: Kids In

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bullying na Educação Infantil. É possível?



Sim, se houver a intenção de ferir ou humilhar o colega repetidas vezes. Entre as crianças menores, é comum que as brigas estejam relacionadas às disputas de território, de posse ou de atenção - o que não caracteriza o bullying. No entanto, por exemplo, se uma criança apresentar alguma particularidade, como não conseguir segurar o xixi, e os colegas a segregarem por isso ou darem apelidos para ofendê-la constantemente, trata-se de um caso de bullying.
"Há estudos na Psicologia que afirmam que, por volta dos dois anos de idade, há uma primeira tomada de consciência de 'quem eu sou', separada de outros objetos, como a mãe.
E perto dos 3 anos, as crianças começam a se identificar como um indivíduo diferente do outro, sendo possível que uma criança seja alvo ou vítima de bullying. Essa conduta, porém, será mais frequentes num momento em que houver uma maior relação entre pares, mais cotidiana e estabelecida com os outros'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifran).


Fonte: Revista Escola - Abril

Quando duas festas ocupam o mesmo lugar e espaço



Você tem filhos de idades diferentes que fazem aniversário no mesmo mês ou em datas muito próximas? Se a resposta for sim, nada mais tentador do que fazer uma festança única para comemorar a ocasião. Mas aí, surgem as dúvidas (e até culpas) a respeito de se você deve ou não juntar as festinhas, já que cada filho é único e especial. E depois, também tem a questão de que um está na fase dos super-heróis e personagens de desenho animado e o outro mais para "Xuxa Só para Baixinhos". Para uns, bagunça, música alta, equipe de animação... Para outros, nada de muito barulho, palhaços e outros artistas performáticos, nem pensar! Ok, ok, calma! Primeiro, desencana, relaxa e pensa que, sim, é possível fazer uma festinha dupla numa boa... Para te provar isso, convidamos especialistas em convescotes infantis que não vão deixar você enlouquecer. Conversar com os filhos antes de procurar uma empresa é muito importante e poupa tempo. Nada melhor do que os pais para sondar os temas preferidos das crianças. O importante é evitar o conflito entre os dois irmãos e tentar chegar a um acordo (de preferência um acordo daqueles bem bons, sabe? O mesmo tema de festa e não se fala mais nisso). "O ideal é que os pequenos aceitem o mesmo tema", afirma Luciane Motta, proprietária da empresa paulistana Aprontando Uma. Se o filho mais novo for neném, melhor ainda. Faz-se a festa com o tema pro lado do filho maior, dedicando especial atenção a detalhes que possam atrapalhar a turminha mais nova, como o som e a animação, por exemplo, e está resolvido. "Se os filhos não forem gêmeos, é importante focar em animações diferenciadas, para que cada um possa curtir os amiguinhos e a própria onda", orienta Emmanuelle Gonik, diretora da empresa Bolimbola, no Rio de Janeiro.Silvia Nickel, sócia-proprietária da Mega Decoração e Eventos, em Curitiba, já fez diversas festas nesse estilo e tem alguns truques de festinhas que se encaixam perfeitamente nesse tipo de comemoração. "Eu costumo indicar, nesses casos, festas com temas mais abrangentes, que envolvam muitos personagens e elementos – o que não quer dizer que tudo seja um carnaval. Basta ser um tema mais geral, que tenha atrativos para faixas etárias diferentes, meninos ou meninas. Eu indico, nesses casos, dois tipos de festinha, a inspirada na Disney e a Circo Provençal, que é de bom gosto e tradicional".Bem, se não tiver jeito e você for obrigado a produzir dois temas de festas diferentes, não se desespere. É preciso ter cuidado nos gastos e ter atenção a alguns detalhes, como por exemplo, não carregar muito na decoração de nenhum dos dois lados, para a coisa não virar um circo dos horrores. Experimente também contratar uma empresa de animação que tenha atrações para os maiores e os mais miúdos. Tire proveito da situação e solte a imaginação, buscando opções divertidas de brindes e aquelas engraçadas, que tirem "sarro" daquela festa "estranha", com duas temáticas.






Fonte: Kids In

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nativos digitais



Desde pequenos eles já sabem o que é mouse, e-mail e www. Pedem para clicar no desenho que aparece na tela do computador. Nascidos na era da revolução tecnológica, nos séculos 20 e 21, as crianças são os nativos digitais. Os adultos, os imigrantes digitais. Os primeiros vão assistir à TV pelo celular. Os segundos mantêm o hábito de imprimir e-mail. Que as crianças se fascinam por todos esses gadgets ninguém tem dúvida. A questão é: quando dar? O que dar? Para que dar esses aparatos eletrônicos para crianças ainda tão pequenas? O quanto essas tecnologias devem ocupar de espaço na vida deles? Primeiro, não existe mais o não dar. A discussão é mesmo saber quando oferecer. Afinal computador, videogame, celular são novos brinquedos que fazem parte da infância.
Estabelecer uma idade mínima de uso para a maioria dessas tecnologias não é tarefa simples. Certamente os pais
não desejam que os filhos vejam imagens chocantes no computador, mas negar que usem a internet pode impedir que eles façam pesquisas escolares ou se conectem com os amigos. O celular pode ser um grande tomador de tempo para os adolescentes, mas também costuma ser valioso em situações de emergência. Impor limites nessa constelação digital é uma arte sem fórmula pronta. Cada família tem seu perfil, seus interesses e determina o seu tempo. Se, para você, ficar duas horas no computador está tudo bem, então não há crise. Mas, segundo os especialistas, o acesso de toda criança até 9 anos ao computador precisa ser acompanhado por um adulto, porque elas ainda são ingênuas. A partir dos 6 anos, as crianças já estão no mundo da alfabetização, e por causa disso já podem aprender a fazer busca na internet para os trabalhos de escola. Entre 6 e 8 anos, conseguem unir a vontade de saber com a capacidade de descobrir onde procurar. Nesse período, os pais devem ficar mais atentos. Não podem deixar a navegação por conta da criança, mesmo sob protestos. A educação digital se torna mais efetiva. Alertas sobre os perigos de vírus e controle de tempo devem ser persistentes. É hora de ficar de olho também nos polêmicos games violentos. Faça ligações entre o mundo real e o virtual nas brincadeiras. Primeiro, deixe a criança brincar de vestir a boneca e depois incentive-a repetir a brincadeira com uma boneca real. Começam as solicitações por celular. Alguns educadores acreditam que, se estão alfabetizadas e sabem cuidar dos brinquedos, as crianças podem sim ter seu próprio computador.Se o desejo da criança é um celular, os pais devem avaliar o perfil do filho. Pergunte por que ele deseja e questione-se se ele não vai perder o aparelho. Escolha um modelo simples com créditos pré-pagos. Cuidado com a dependência, que pode impedir a organização. Se o filho esquece o trabalho da escola, não deve ligar para a mãe pedindo socorro. Impor regras (limite) de uso é necessário. Não pode dar o número para todo mundo. Ligar só para mãe, pai, avós, tio e um amigo, além do 190, em uma emergência.

Fonte: Revista Crescer