segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nativos digitais



Desde pequenos eles já sabem o que é mouse, e-mail e www. Pedem para clicar no desenho que aparece na tela do computador. Nascidos na era da revolução tecnológica, nos séculos 20 e 21, as crianças são os nativos digitais. Os adultos, os imigrantes digitais. Os primeiros vão assistir à TV pelo celular. Os segundos mantêm o hábito de imprimir e-mail. Que as crianças se fascinam por todos esses gadgets ninguém tem dúvida. A questão é: quando dar? O que dar? Para que dar esses aparatos eletrônicos para crianças ainda tão pequenas? O quanto essas tecnologias devem ocupar de espaço na vida deles? Primeiro, não existe mais o não dar. A discussão é mesmo saber quando oferecer. Afinal computador, videogame, celular são novos brinquedos que fazem parte da infância.
Estabelecer uma idade mínima de uso para a maioria dessas tecnologias não é tarefa simples. Certamente os pais
não desejam que os filhos vejam imagens chocantes no computador, mas negar que usem a internet pode impedir que eles façam pesquisas escolares ou se conectem com os amigos. O celular pode ser um grande tomador de tempo para os adolescentes, mas também costuma ser valioso em situações de emergência. Impor limites nessa constelação digital é uma arte sem fórmula pronta. Cada família tem seu perfil, seus interesses e determina o seu tempo. Se, para você, ficar duas horas no computador está tudo bem, então não há crise. Mas, segundo os especialistas, o acesso de toda criança até 9 anos ao computador precisa ser acompanhado por um adulto, porque elas ainda são ingênuas. A partir dos 6 anos, as crianças já estão no mundo da alfabetização, e por causa disso já podem aprender a fazer busca na internet para os trabalhos de escola. Entre 6 e 8 anos, conseguem unir a vontade de saber com a capacidade de descobrir onde procurar. Nesse período, os pais devem ficar mais atentos. Não podem deixar a navegação por conta da criança, mesmo sob protestos. A educação digital se torna mais efetiva. Alertas sobre os perigos de vírus e controle de tempo devem ser persistentes. É hora de ficar de olho também nos polêmicos games violentos. Faça ligações entre o mundo real e o virtual nas brincadeiras. Primeiro, deixe a criança brincar de vestir a boneca e depois incentive-a repetir a brincadeira com uma boneca real. Começam as solicitações por celular. Alguns educadores acreditam que, se estão alfabetizadas e sabem cuidar dos brinquedos, as crianças podem sim ter seu próprio computador.Se o desejo da criança é um celular, os pais devem avaliar o perfil do filho. Pergunte por que ele deseja e questione-se se ele não vai perder o aparelho. Escolha um modelo simples com créditos pré-pagos. Cuidado com a dependência, que pode impedir a organização. Se o filho esquece o trabalho da escola, não deve ligar para a mãe pedindo socorro. Impor regras (limite) de uso é necessário. Não pode dar o número para todo mundo. Ligar só para mãe, pai, avós, tio e um amigo, além do 190, em uma emergência.

Fonte: Revista Crescer

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