segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Música, pra que te quero?



Qual criança não gosta de música? A coisa mais comum do mundo é ver um tampinha que adora ouvir as mesmas músicas com frequência, dançando ao som de seus cantores (ou bandas) preferidos e cantando junto com eles. Pois sabia que esta relação das crianças com a música pode trazer benefícios para o desenvolvimento. A descoberta foi feita recentemente por um grupo de pesquisa da York University, no Canadá, em parceria com o Royal Conservatory of Music, do mesmo país. Os cientistas fizeram um estudo com canadenses mirins, de idades entre quatro e seis anos, e descobriram que 90% mostraram ganhos cognitivos depois de 20 dias de treinamento com desenhos interativos e musicais. Curioso, não? A psicopedagoga Maria Luiza Werneck acredita que os primeiros anos de vida devem conter estímulo intelectual, afeto e atenção para que as crianças se desenvolvam de forma saudável. Para ela, a pesquisa da York University mostra que os pais devem mesmo investir na música como recurso para reforçar o aprendizado dos filhos:- A música precisa estar presente no dia a dia das crianças desde cedo. Inicialmente os pais podem oferecer canções de ninar, cantigas de roda e até mesmo música clássica. Num segundo momento, além de matricular os filhos em uma escola que valorize a musicalidade e seus benefícios, cabe também a eles o papel de levar a prole para assistir musicais infantis e concertos para crianças, além de incentivar o uso de jogos e DVDs nos quais a música esteja presente. Para complementar, a criança pode ser inscrita em uma escola de música, onde terá a oportunidade de aprender a tocar um instrumento de acordo com seu o interesse e faixa etária – sugere Maria Luiza.Por isso, caros papais e mamães, não percam tempo e coloquem mais música na vida da sua galerinha!

Fonte: Maria Luiza Werneck Psicopedagoga Clínica
www.marialuizawerneck.com.br

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desfraldando meninos

Espere o momento certo
O segredo do sucesso do desfraldamento é só começar quando a criança realmente já tem capacidade física para segurar as necessidades (ou seja, tem controle esfincteriano). Embora existam crianças que conseguem fazer isso já com 1 ano e meio, outras só vão estar prontas depois de completar 3 anos. Você talvez já tenha ouvido falar que meninos demoram mais para largar a fralda que as
meninas, o que é verdade. E o primeiro filho também demora mais a desfraldar, se comparado com meninos que já tenham irmãos. Estudos já demonstraram que, quando se tenta adiantar o processo, o que acontece é que ele acaba levando mais tempo. Ou seja: o resultado é o mesmo, mas começar antes da hora dá muito mais trabalho, e é bem mais estressante para todo mundo. A primeira coisa a fazer, portanto, é usar nossa lista para ver se seu menino está mesmo pronto. Se você acha que sim, ótimo. Agora o importante é iniciar o processo num momento bem propício. Verifique se a rotina do seu filho está tranquila, sem grandes mudanças à vista. Novidades na escola ou na família tendem a atrapalhá-lo. Preste atenção também para ver se ele dá abertura para essa grande mudança. O ideal é que ele não mostre resistência quando você mencionar o assunto.

Deixe-o aprender pela imitação
Se vocês já não fazem isso em casa, deixe que seu filho veja o pai e outros homens da família fazerem xixi. Mas deixe que ele veja a mãe também. Ele vai notar que há diferenças no jeito de urinar, e essa já será uma ótima oportunidade para explicar como os meninos usam o banheiro.


Providencie o equipamento correto
A maioria dos especialistas recomenda o bom e velho penico, que dá mais segurança à criança. O adaptador para o vaso sanitário é ótimo porque evita a operação de lavar o penico (principalmente quando se trata de cocô), mas pode assustar seu filho no começo. Você pode guardar essa opção para quando ele já estiver bem treinado. Existem penicos e adaptadores que contam com uma pequena elevação especial para meninos, para que o xixi não escape quando eles estiverem sentados. Mas tome cuidado: se a protuberância for muito grande, pode machucar seu filho na hora de sentar e levantar. O artifício não é necessário. Basta você ensinar o seu filho a colocar o pênis para baixo quando estiver sentado. Um banquinho baixinho (com menos de 20 cm de altura), bem firme, é uma boa idéia para este momento. Ele pode ajudar seu filho a alcançar o vaso sanitário, se quiser fazer xixi de pé, igual ao papai, e vai ser útil na hora de
lavar as mãos. Livros ou desenhos sobre o assunto podem ajudar, mas não são essenciais.
Ajude seu filho a se acostumar ao penico
Mostre a ele que o penico é dele. Deixe-o sentar lá de roupa e tudo, se ele quiser. Depois, com calma, sugira que ele experimente sentar sem a roupa. Não se assuste se ele estranhar (é gelado!). Não force, só incentive com bom humor. É preciso muito cuidado para não pressioná-lo, pois esse é um dos
maiores erros que os pais cometem. É uma tentação difícil de resistir. Caso ele se recuse a sentar no penico, brinque com um boneco ou um bichinho de pelúcia, colocando-o lá e fingindo que ele está fazendo xixi. Dá até para improvisar um peniquinho especial para o "amigo", se você achar que isso vai ajudar.

Compre cuecas "especiais"
Se der, leve seu filho com você à loja para escolher cuecas bem legais. Antes do passeio, conte a ele como vocês vão fazer uma coisa especial, porque ele já é um menino grande e agora pode usar cueca igualzinho ao papai!


Crie uma estratégia para o desfraldamento
Em primeiro lugar, você vai ter de decidir se vai tirar a fralda diurna de uma vez só ou se vai fazer a mudança de forma gradual, colocando fraldas sempre que necessário. Tirar a fralda de uma vez só às vezes agiliza o processo, mas você tem que se preparar para um grande número de acidentes. A situação ideal para fazer isso é no calor, de preferência quando você for passar bastante tempo em casa, sem grandes compromissos. Existe a chance, se ele estiver realmente pronto, de em menos de uma semana o desfraldamento estar completo. A retirada gradual tende a demorar bem mais, mas se encaixa mais na rotina e nos compromissos, como a escola, saídas para a casa da avó etc. Nesse caso, proponha deixá-lo sem fralda por algum tempo sempre que puder, e faça bastante festa quando ele pedir para fazer xixi ou cocô no penico, ou quando a fralda ficar seca. As pull-ups, fraldas de treinamento que vestem como cuecas, são boas para esta fase, porque não vazam se ele esquecer de pedir, mas podem ser baixadas e levantadas pela própria criança, o que não acontece com a fralda, que precisa ser aberta e muitas vezes não pode ser reaproveitada. O inconveniente é que esse tipo de fralda especial é caro e mais difícil de encontrar.


Ensine primeiro a fazer xixi sentado, depois em pé
Como muitas vezes o xixi e o cocô vêm juntos, e nem sempre a criança sabe identificar qual deles está para sair, faz mais sentido ensinar o menino a fazer xixi e cocô do mesmo jeito, sentado, pelo menos no começo. Outra vantagem é que ele pode se concentrar na coisa em si, sem ter de se preocupar em acertar a pontaria. Mostre que ele tem de colocar o pênis para baixo, com a mão, para que o xixi não escape para todo lado. Isso mesmo na hora de fazer cocô: às vezes o xixi vem junto, conforme ele faz força. Uma vez que ele esteja fazendo xixi direitinho sentado, você pode propor que ele tente fazer em pé na privada. Use um banquinho (cuidado para ver se ele não vira nem escorrega). Não há pressa para isso.


Deixe-o circular pelado
Esse é um jeito de evitar o xixi na calça. Aproveite dias de calor e deixe-o brincar pelado pela casa (ou, pelo menos, em algum lugar que não cause grandes prejuízos se ele fizer xixi no chão). No começo, as escapadas de xixi são inevitáveis, e assim você não molha tanta roupa, e a criança não se sente tão mal por ter feito xixi na calça. Não se esqueça de comemorar muito sempre que ele fizer xixi ou cocô no lugar certo. Você pode dar prêmios, de preferência ligados ao fato de que agora ele é um menino grande: o direito de ver um filme, de ficar acordado até mais tarde, de ganhar adesivos etc. Por outro lado, segure a ansiedade porque, se cada ida ao banheiro for a coisa mais importante da sua vida, ele vai perceber e ficar nervoso. É muita responsabilidade para uma criança tão pequena. Procure tratar tudo como uma brincadeira, com naturalidade.


Facilite as coisas
Este não é o momento para usar jardineiras, macacões e calças com cinto. Prefira roupas de elástico, fáceis de pôr e tirar, e compre cuecas larguinhas. Deixe o penico num lugar fácil. Mantenha a porta do banheiro aberta, e o penico num local acessível.


Tudo menos demonstrar frustração ou raiva
Todo o esforço pode ir rapidinho por água abaixo, e o processo atrasar meses e meses, se você perder a paciência e fizer a criança se sentir mal porque o xixi ou o cocô escaparam. Mesmo as crianças mais treinadas têm acidentes de vez em quando. Segure a bronca com todas as suas forças, mesmo que seu filho esteja fazendo cara de paisagem, como se nada tivesse acontecido, e haja cocô por todo lado. Se as escapadas estiverem ficando frequentes demais e seu filho parecer não se importar, talvez valha a pena pensar em
dar um tempo e só recomeçar com o processo dali a alguns meses.

Apele para a diversão
Use a criatividade para aliviar o estresse do processo todo. Um pouco de um produto de limpeza azul na água do vaso sanitário, por exemplo, pode encantar seu filho, pois ele vai descobrir que, se fizer xixi lá (ou despejar o xixi do penico), a água fica verde! Deixe livrinhos no banheiro para ele se distrair. Faça uma cartela de adesivos e vá dando adesivos de prêmio a cada xixi no lugar certo -- e um adesivo maior ou mais especial quando for cocô. Se só os adesivos não estiverem adiantando, prometa um prêmio maior (um brinquedinho ou um passeio) quando ele completar uma fileira, ou determinado número de adesivos. Há especialistas que são contra o uso de qualquer tipo de premiação, mas na prática a tática pode ajudar, se o resto não estiver funcionando.


Saiba a hora de tirar a fralda da noite
Quando seu filho estiver ficando sem fraldas o dia inteiro, você pode começar a pensar em tirar a fralda noturna. Mas espere até o desfraldamento diurno estar bem firme. Comece a observar, assim que ele acorda, se a fralda está molhada. Há crianças que fazem xixi imediatamente, ao acordar, por isso vale a pena olhar logo que ele desperta, e oferecer para levá-lo ao banheiro. Só decida eliminar a fralda da noite quando perceber que ele acorda quase sempre com a fralda seca (três noites em cinco é uma boa medida). Isso pode demorar mais do que você imagina. O organismo pode ter dificuldade de segurar o xixi durante as fases de sono profundo. Se você tentou e os episódios de xixi na cama se transformaram em um transtorno para a família, simplesmente volte atrás, explique a ele que é melhor esperar um pouco e que logo o corpo dele estará pronto para tentar outra vez.


Faça a festa quando as fraldas forem embora de vez
Parabéns, seu filho já está grande! Elogie-o muito e deixe-o dar o resto do pacote de fraldas para um priminho menor, ou para outra criança mais nova. E comemore você também! Nada mais de troca de fraldas! Bom, você ainda tem de ajudá-lo a se limpar na hora em que ele berra "Acabeeeeei!" lá do banheiro, mas isso é outra história...


Fonte: Baby Center

Desfraldando meninas

Espere o momento certo
O segredo do sucesso do desfraldamento é só começar com o processo quando a criança realmente já tiver capacidade física (controle esfincteriano) para segurar as necessidades. Embora existam crianças que conseguem fazer isso já com 1 ano e meio, outras só vão estar prontas depois de completar 3 anos. Você talvez já tenha ouvido falar que meninas largam as fraldas mais rápido que
meninos, o que é verdade. E crianças que já tenham irmãos mais velhos também levam menos tempo para desfraldar. Estudos já demonstraram que, quando se tenta adiantar o processo, o que acontece é que ele acaba levando mais tempo. Ou seja: o resultado é o mesmo, mas começar antes da hora dá muito mais trabalho, e é bem mais estressante para todos, além de poder gerar problemas futuros. A primeira coisa a fazer, portanto, é usar nossa lista de sinais para ver se sua filha está mesmo pronta para abandonar as fraldas. Se você acha que sim, ótimo. Agora o importante é iniciar o processo num momento bem propício. Verifique se a rotina dela está bem tranquila, sem grandes mudanças à vista. Novidades na escola ou na família tendem a atrapalhá-la. Preste atenção também para ver se ela dá abertura para essa grande mudança. O ideal é que ela não mostre resistência quando você mencionar o assunto.

Deixe-a aprender pela imitação
Se vocês ainda não fazem isso em casa, deixe que sua filha veja a mãe -- e o pai -- fazerem xixi. Ela vai notar que há diferenças no jeito de urinar, e essa já será uma ótima oportunidade para explicar como meninas e meninos usam o banheiro.


Providencie o equipamento correto
A maioria dos especialistas recomenda o bom e velho penico, que dá mais segurança à criança. O adaptador para o vaso sanitário é ótimo porque evita que a criança caia dentro do vaso e poupa você da operação de lavar o penico (principalmente quando se trata de cocô), mas pode assustar sua filha no começo. Você pode guardar essa opção para quando ela já estiver bem treinada. Um banquinho bem firme é uma boa idéia para este momento. Ele pode ajudar sua filha a alcançar o vaso sanitário, quando ela quiser experimentar a privada. Nesse caso, também serve para apoiar os pés enquanto estiver sentada lá. Mesmo antes disso, o banquinho vai ser útil na hora de
lavar as mãos. Livros ou desenhos sobre o assunto podem ajudar, mas não são essenciais.

Ajude sua filha a se acostumar ao penico
Mostre a ela que o penico é dela. Deixe-a sentar lá de roupa e tudo, se ela quiser. Depois, com calma, sugira que ela experimente sentar sem a roupa. Não se assuste se ela estranhar (é gelado!). Não force, só incentive com bom humor. É preciso muito cuidado para não pressioná-la, pois esse é um dos
maiores erros que os pais cometem. É uma tentação a que é difícil resistir. Caso ela se recuse a sentar no penico, brinque com uma boneca ou um bichinho de pelúcia, colocando-o para fazer xixi e cocô lá. Dá até para improvisar um peniquinho especial para o "amigo", se você achar que isso vai ajudar.

Compre calcinhas "especiais"
Se der, leve sua filha com você à loja para escolher calcinhas bem legais. Antes do passeio, conte a ela como vocês vão fazer uma coisa especial, porque ela já é uma menina grande e agora pode usar calcinha igualzinho à mamãe!


Crie uma estratégia para o desfraldamento
Em primeiro lugar, você vai ter de decidir se vai tirar a fralda diurna de uma vez só ou se vai fazer a mudança de forma gradual, colocando fraldas sempre que necessário. Tirar a fralda de uma vez só às vezes agiliza o processo, mas você tem que se preparar para um grande número de acidentes. A situação ideal para fazer isso é no calor, de preferência quando você for passar bastante tempo em casa, sem grandes compromissos (um feriado prolongado ou durante as férias). Existe a chance, se ela estiver realmente pronta, de em menos de uma semana o desfraldamento estar completo. A retirada gradual tende a demorar bem mais, mas se encaixa melhor na rotina e nos compromissos, como a escola, saídas para a casa da avó etc. Nesse caso, proponha deixá-la sem fralda por algum tempo sempre que puder, e faça bastante festa sempre que ela pedir para fazer xixi ou cocô no penico, ou quando a fralda ficar seca. As pull-ups, fraldas de treinamento que vestem como calcinhas, são boas para esta fase, porque não vazam se ela se esquecer de pedir, e podem ser baixadas e levantadas pela própria criança, o que não acontece com a fralda. O inconveniente é que elas são caras e mais difíceis de encontrar.


Ensine-a a se limpar do jeito certo
Uma das coisas mais importantes que você precisa ensinar à sua filha é a se limpar do modo correto. Explique que ela precisa passar o papel sempre da frente para trás, da vagina para o bumbum, e não o contrário, principalmente quando faz cocô. Assim, ela evita levar bactérias da região do ânus para a vagina e a uretra, o que pode causar
infecções urinárias -- problema que parece ser mais comum em meninas na época do desfraldamento. Se você achar que está difícil para ela aprender a se enxugar corretamente, ensine-a a só encostar levemente o papel higiênico na vagina depois do xixi, sem fazer movimentos para frente ou para trás -- e peça a ela para chamar você para limpá-la depois do cocô. Caso sua filha de repente precise fazer xixi a toda hora, ou tenha vontades repentinas, reclame de dor ou comece a deixar escapar a urina depois de já estar bem treinada para usar o penico ou o vaso sanitário, é melhor levá-la ao médico para ver se não há uma infecção no trato urinário.

Deixe-a circular pelada
Esse é um jeito de evitar o xixi na calça. Aproveite dias de calor e deixe-a brincar pelada pela casa (ou, pelo menos, em algum lugar que não cause grandes prejuízos se ela fizer xixi no chão). No começo, as escapadas de xixi são inevitáveis, e assim você não molha tanta roupa -- e a criança não se sente tão mal por ter feito xixi na calça. Não se esqueça de comemorar muito sempre que ela fizer xixi ou cocô no lugar certo. Você pode dar prêmios, de preferência ligados ao fato de que agora ela é uma menina grande: o direito de ver um filme, de ficar acordada até mais tarde etc. Por outro lado, segure a ansiedade porque, se cada ida ao banheiro for a coisa mais importante da sua vida, ela vai perceber e ficar nervosa. É muita responsabilidade para uma criança tão pequena!


Facilite as coisas
Este não é o momento para usar jardineiras, macacões, vestidos complicados, meia-calça e calças com cinto. Prefira roupas de elástico, fáceis de pôr e tirar, e compre calcinhas larguinhas. Deixe o penico num lugar fácil. Mantenha a porta do banheiro aberta, e o penico num local acessível.


Tudo menos demonstrar frustração ou raiva
Todo o esforço pode ir rapidinho por água abaixo, por meses e meses, se você perder a paciência e fizer a criança se sentir mal porque o xixi ou o cocô escaparam. Mesmo as crianças mais treinadas têm acidentes de vez em quando. Segure a bronca com todas as suas forças, mesmo que sua filha esteja fazendo cara de paisagem, como se nada tivesse acontecido, e haja cocô por todo lado. Se as escapadas estiverem ficando frequentes demais e sua filha parecer não se importar, talvez valha a pena pensar em
dar um tempo e só começar com o processo dali a alguns meses.

Apele para a diversão
Use a criatividade para aliviar o estresse do processo todo. Um produto de limpeza azul na água do vaso sanitário, por exemplo, pode encantar sua filha, pois ela vai descobrir que, se fizer xixi lá (ou despejar o xixi do penico), a água fica verde! Deixe livrinhos no banheiro para ela se distrair. Faça uma cartela de adesivos e vá dando adesivos de prêmio a cada xixi no lugar certo -- e um adesivo maior ou mais especial quando for cocô. Se só os adesivos não estiverem adiantando, prometa um prêmio maior (um brinquedinho ou um passeio) quando ela completar uma fileira, ou determinado número de adesivos.


Saiba a hora de tirar a fralda da noite
Quando sua filha estiver ficando sem fraldas o dia inteiro, você pode começar a pensar em tirar a fralda noturna. Mas espere até o desfraldamento diurno estar bem firme. Comece a observar, quando ela acorda, se a fralda está molhada. Há crianças que fazem xixi imediatamente ao acordar, por isso vale a pena olhar logo que ele desperta, e logo oferecer para levá-la ao banheiro. Só decida eliminar a fralda da noite quando perceber que ela acorda quase sempre com a fralda seca (três noites em cinco é uma boa medida). Pode demorar mais do que você imagina. O organismo pode ter dificuldade de segurar o xixi durante as fases de sono profundo. Se você tentou e os episódios de xixi na cama se transformaram em um transtorno para a família, simplesmente volte atrás, explique a ela que é melhor esperar um pouco e que logo o corpo dela estará pronto para tentar outra vez.


Faça a festa quando as fraldas forem embora de vez
Parabéns, sua filha já é quase uma moça! Elogie-a muito e deixe-a dar o resto do pacote de fraldas para um priminho menor, ou para outra criança mais nova. E comemore você também! Nada mais de troca de fraldas! Bom, você ainda tem de ajudá-la a se limpar na hora em que ela berra "Acabeeeeei!" lá do banheiro, mas isso é outra história...


Fonte: Baby Center
Desenvolvimento da criança (3 anos)

À medida que se aproxima dos 3 anos, a criança começa a perceber que às vezes as pessoas ao redor ficam felizes, às vezes tristes, às vezes bravas. Não esconda seus sentimentos e procure sempre explicar o que está acontecendo ("O dente da mamãe está doendo, por isso ela está chateada"), assim ela vai se acostumando à idéia de que existem diferentes emoções e que todas são legítimas. As emoções do seu filho também estão mais aparentes, inclusive para ele próprio. Ao notar que há respeito pela forma como responde ao mundo, ele se sentirá aceito e amado pelos pais do jeitinho que é -- por isso, não dê risada quando ele ficar bravo, mesmo que seja a coisa mais fofa do mundo.

Fonte: Baby Center

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Doutor, por que meu filho não come?





A maioria das crianças tem um apetite voraz até por volta dos 18 meses. São verdadeiros “limpa-trilhos”. Comem praticamente tudo o que se coloca no pratinho. São capazes, inclusive, de repetir o prato principal antes de devorar a fruta e beber todo o suco. Essa voracidade tem explicação: nos dois primeiros anos de vida, os pequenos crescem como jamais irão crescer ao longo da vida. O peso de nascimento triplica no final do primeiro ano de vida e quadruplica no segundo aniversário da criança. A altura de nascimento aumenta em 50% ao final do primeiro ano. Para dar conta desse crescimento “imparável”, só mesmo comendo muito. Mas o ritmo do crescimento um dia diminui. Isso ocorre por volta dos 2 anos.Metabolismo menos acelerado significa menos voracidade nas refeições. A criança que raspava o prato agora engole três colheradas. A fruta e o suco só são ingeridos na marra. Acostumadas com o pequeno glutão em casa, as mães se assustam com a mudança do padrão alimentar infantil. “Elas entram no consultório pediátrico preocupadas, dizendo que o filho não come”, diz Carlos Alberto Nogueira de Almeida, pediatra e nutrólogo, diretor do departamento de nutrologia da Associação Brasileira de Nutrologia.Embora seja normal e esperada, a diminuição do apetite, se provoca inquietação na mãe, deve ser investigada. Isso não significa submeter a criança a uma série de exames invasivos. “Em uma boa consulta com o pediatra já é possível descobrir se a falta de apetite está se refletindo no crescimento e no desenvolvimento infantil”, explica Almeida. Na consulta, a criança será medida e pesada (sem roupa). O peso e a altura serão colocados na curva de crescimento. O documento mostrará se a criança está crescendo bem ou não. Somente o pediatra pode fazer as orientações adequadas. Mas o médico deixa claro: a partir dos 2 anos, a criança pode vir a comer menos porque não precisa mais se alimentar tanto. “Ela não cresce mais com tanta rapidez, então gasta menos calorias”, afirma o nutrólogo.




ANOTAÇÕES SOBRE O QUE COMER



Nem sempre a falta de apetite infantil que tira o sono da mãe é um problema real. Nogueira está acostumado a atender mães que reclamam que o filho não come nada, mas depois de uma boa investigação ele descobre que a criança não come o que as mães colocam no prato por falta de fome. “Peço às mães que anotem, durante uma semana, tudo o que a criança ingere ao longo do dia. Elas descobrem que o filho come muito doce, bolacha, bala”, diz o nutrólogo. Se uma criança de 2 anos necessita de 1.200 calorias por dia, em cada refeição deverá ingerir pouco mais de 250 calorias. Ou seja, precisa comer pouquinho. Mas, se entre as refeições a criança está sempre mastigando algo, quando chega a hora de sentar à mesa, ela simplesmente não quer comer. “Costumo dizer que a criança não come arroz, carne e legumes, mas ingere muitas calorias erradas”, afirma Nogueira.




SELETIVIDADE ALIMENTAR



Além da queda no apetite, o desenvolvimento infantil traz também o período de seletividade alimentar, algo que restringe o que a criança come. “É normal ela só beber suco de uva e um dia, do nada, dizer que não gosta mais do suco. Isso é seletividade alimentar. Um período cíclico que vai definir os gostos, a preferência de sabor”, explica Nogueira. É uma fase importante e que começa também por volta dos 2 anos e se estende até cerca de 8 anos. Então, se seu filho tem dito ultimamente que não gosta de sabor salgado e só quer saber dos sabores doces, talvez esteja nesse momento cíclico, assim como aquela criança que rejeita comidas verdes ou grãos (feijão, ervilha, lentilha).Não dá para forçar a criança a comer o que ela não curte. Mas sempre é possível deixar a comida rejeitada na mesa e oferecê-la. “Se a criança come apenas maçã, tudo bem. Coloque a maçã na mesa e também a manga cortada e pergunte se ela não quer um pedaço da fruta amarela”, diz o médico. Além da paciência, a criatividade é necessária nesses períodos de seletividade. “Oferecer um cardápio diferente dia a dia e dentro do próprio dia, com diferentes alimentos, sabores, consistências, cores, preparações, reduzindo a monotonia, é uma boa alternativa para contornar o paladar restrito”, ensina a nutricionista Roberta Portes. “Nos momentos mais difíceis, naqueles em que a criança parece não querer nada, dê apenas alimentos saudáveis. Não se renda muito aos doces ou às comidinhas ricas em sal e gorduras, mesmo que sejam da preferência da criança”, afirma Roberta.




PREFERÊNCIA ALIMENTAR



Há ainda crianças com um paladar bastante seletivo. Rejeitam praticamente tudo, pois têm uma preferência de sabor muito particular. Em casos assim, também não se deve forçar a criança a comer o que não gosta. Basta recorrer à mesma estratégia de oferecer outro alimento saudável, num cardápio variado e colorido durante o dia. “Estudos mostram que a criança tem de experimentar até 10 vezes o alimento para decretar que não gosta”, explica o médico. “Se ele tenta experimentar e em todas rejeitar, é porque não gosta mesmo”, explica Nogueira.Os pais devem resistir ao canto das sereias que é substituir o alimento enjeitado por chocolate ou doces industrializados. A criança não estará bem alimentada. “Há fases do desenvolvimento da criança que ela tende a preferir um único grupo ou único alimento, mas a oferta contínua de um cardápio variado e colorido é um dos fatores que influenciará na construção de um hábito alimentar saudável”, diz a nutricionista Roberta

Fonte: Revista Crescer

Receita de 2 sopinhas para bebê

Papinha de tomate e espinafre com frango
Rende 1 porção
Ingredientes 50g de filé de frango 1 pitada de sal 1 galho de salsinha 1 tomate pequeno picado sem pele e sem sementes 1 batata cozida cortada em cubinhos ½ xícara (chá) de leite Folhas de espinafre Azeite de oliva
PreparoEm uma panela aqueça o azeite, junte a salsinha, tomate picado, o frango, a batata, as folhas de espinafre e a água. Cozinhe por 8 minutos. Passe pela peneira e acerte o sal.

Papinha de beterraba com carne e agrião
Rendimento 2 porções
Ingredientes 200g de filé de carne ½ cebola pequena ½ beterraba picada ½ abobrinha picada 1 galhinho de salsinha 2 xícaras (chá) de água filtrada 1 pitada de sal Folhas de agrião
PreparoEm uma panela aqueça o azeite e junte a cebola, a salsinha e o carne. Acrescente a beterraba, a abobrinha, as folhas de agrião e a água. Deixe cozinhar até os ingredientes ficarem macios. Retire a carne. Reserve. Passe o restante pela peneira. Acerte o sal.


Fonte: Revista Crescer

Brincadeiras para inspirar e usar com seus filhos

Brincar com tinta, jantar na sala, tomar chuva, levar 20 amigos dos filhos para dormir em casa. Quanta coisa a gente pode fazer para aproveitar melhor o tempo com os filhos? E a gente se diverte muito com eles. Como isso sempre fez parte da minha vida, juntei várias dicas e agrupei no livro 101 Idéias para Curtir com Seu Filho (Antes de ele completar 10 anos), que a Editora Globo lançou. Com prefácio de Denise Fraga e ilustrações de Mariana Massarani, o livro traz inspirações como estas dez que selecionamos aqui.


1. ARGOLINHAS PARA CONTAR O TEMPO


Esta sugestão é um clássico na minha casa. É difícil para uma criança pequena ter noção de tempo, entender quanto falta, por exemplo, para o dia de seu aniversário, para o Natal ou para qualquer outra data que ela esteja esperando muito. A idéia é simples: corte folhas de papel sulfite criando tiras de 4 cm x 21 cm. Cada tira representa um dia. Vocês podem escrever o dia e desenhar em cada uma delas. Com uma fita adesiva (ou cola), faça uma argola. Pegue outra tira e faça uma nova argola, passando por dentro da primeira, e assim sucessivamente, criando uma corrente. Pendure num lugar que a criança alcance. Assim, todos os dias de manhã ela pode cortar uma argolinha e entender, de maneira divertida e concreta, como o tempo passa.



2. FAZER UMA FESTA-ACANTONAMENTO


Não vá dizer que sua casa é pequena e não dá para acomodar as crianças. Coloque um colchão colado ao outro, uma metade da turma no quarto e a outra metade no escritório. Ou afaste os móveis da sala e coloque todo mundo lá. É uma forma de fazer um aniversário diferente: uma festa-acantonamento. Peça colchões emprestados e coloque no convite que as crianças devem trazer lençol e cobertor. Você pode convidar a classe inteira, mas o ideal é que eles tenham por volta dos 6 anos. Deixe massas de pizza e ingredientes para 'decorá-las' separados e peça a ajuda delas. Cada uma faz a sua. Depois é hora de cantar 'Parabéns' e comer bolo. Então comece a preparação para a noite. Primeiro, tomar banho (três de cada vez - essa parte é realmente uma loucura!). Depois você pode propor um desfile de pijamas, com direito a muitas fotos. Para acalmar as crianças e iniciar a tentativa de fazer as 20 dormirem, prepare uma sessão de cinema. No meio do filme algumas já vão pegar no sono. Depois cada uma vai para seu lugar - previamente combinado. Pode ser que algumas ainda resistam a se entregar ao sono. É hora de ler uma história. Aos poucos todas vão dormir, até você, acredite! De manhã, uma boa dica é preparar uma cestinha individual para um café da manhã-piquenique. Até os pais chegarem para pegá-las, você pode propor uma oficina para pintura de porta-retratos de madeira. Assim, cada criança pinta o seu enquanto você imprime uma foto da turma toda junta, de pijama, para cada uma levar de recordação. É uma loucura tudo isso, mas garanto que a festa será inesquecível!



3. CARIMBO DA MÃOZINHA


O primeiro contato do seu filho com a tinta certamente não será com o pincel - e esse nem deve ser seu objetivo. Prepare pratinhos com guache diluído em um pouco de água. Vale pegar pratos descartáveis e reaproveitá-los sempre que for brincar com tinta. Separe um papel grande, no mínimo tamanho A3 (o dobro do tradicional papel sulfite - criança pequena precisa de espaço até para desenhar!), e coloque-o sobre a mesa (ou no chão). Você pode comprar uma toalha de plástico, dessas que são vendidas por metro, para forrar o local sempre que vocês forem fazer brincadeiras com tinta, ou usar papel kraft. Para as primeiras experiências - ideal para quando seu filho completar um ano -, prenda o papel com fita adesiva nessa toalha, para ele não escorregar. É hora de começar: ajude seu filho a molhar a mãozinha no pratinho e 'carimbe' o papel. Na primeira vez, ele vai achar bem estranho, mas logo vai querer tentar sozinho. E vale todo tipo de experimentação: misturar duas cores, molhar cada dedinho em uma cor, carimbar duas vezes no mesmo lugar com cores diferentes. Além de você guardar de recordação, fazer quadrinhos e deixá-lo mostrar para todo mundo, os papéis carimbados também rendem ótimas embalagens para presente.



4. TOMAR CHUVA


É bom demais, e ele vai descobrir isso, com ou sem você! Portanto, aproveite a próxima chuva em dia quente e saia correndo com ele por aí. E depois corram para o banho - ninguém fica doente de alegria!



5. BRINCAR DE BOLINHAS DE SABÃO


Você já prestou atenção nos olhinhos de uma criança de 1 ano vendo uma bolinha de sabão se formar? E quando ela estoura, então? E os tombos que os menores acabam levando quando tentam pegá-la no céu? É maravilhoso. Se você não encontrar o kit pronto para comprar, monte um em casa mesmo. Com um arame no formato de uma lupa e um pote com água e sabão em pó, você improvisa.



6. JANTAR NO SOFÁ DA SALA


Claro que o lugar de comer é na mesa, mas, convenhamos, quem não gosta de ir para o sofá com o prato no colo e assistir ao programa de TV predileto? Experimente estabelecer um dia da semana para a farra. Por exemplo, toda sexta-feira pode ser o dia da pizza e do DVD. Você aluga um filme daqueles com que a família inteira se diverte, coloca uma toalha na mesinha da sala, pega umas almofadas para sentar no chão e pronto.



7. ESCULTURA COM ARGILA


Compre argila em uma papelaria ou loja de material para artesanato, corte uma 'fatia', pegue um pratinho com água e... mãozinhas na massa! Primeiro vocês precisam amassar bastante a argila, molhando um pouco até que ela fique bem lisa e maleável. Comece fazendo uma bola, moldada entre as mãos, em movimentos giratórios, ou sobre o chão. Dessa bolinha podem sair todas as formas que a criança quiser, basta imaginação. Vocês podem criar até bonecos e animais, para depois usar na encenação de uma peça de teatro, que tal? Deixe secando à sombra, para que não trinquem, por pelo menos um dia.



8. AJUDAR A PASSAR O TEMPO


Há brincadeiras ideais para longas viagens de carro, sala de espera do médico ou até restaurante. Vocês escolhem um grupo de palavras (frutas, animais, países, coisas da cozinha etc.). Vamos supor que vocês escolheram frutas. Você diz: 'Lá vem uma barquinha carregada de banana.' Seu filho terá de repetir a frase e trocar a fruta. E assim vocês continuam, um de cada vez, sem repetir a palavra, até esgotar o vocabulário que vocês conhecem daquele grupo de palavras. Outra maneira de brincar é acumulando as palavras. Por exemplo, você diz: 'Fui ao zoológico e vi um elefante.' Então seu filho diz: 'Fui ao zoológico e vi um elefante e um leão.' Na sua vez, você acrescenta um animal, e assim vai até que alguém esqueça um dos bichos.



9. DEIXÁ-LO SE VESTIR COM SUAS ROUPAS


Não dá para abrir o guarda-roupa e deixar as crianças andarem pela casa com seu vestido novo, é claro. Mas experimente o seguinte: coloque dentro de uma mala várias peças de roupas que você não usa muito ou que sejam menos delicadas - gravatas, ternos, chapéus, echarpes, cintos, bijuterias, saias, camisas, sapatos. Depois apresente a mala às crianças, de preferência na frente de um espelho bem grande. E prepare a máquina fotográfica.



10. LER UM LIVRO COM MAIS DE CEM PÁGINAS


Ler sempre, desde quando eles são muito pequenos, com freqüência e entusiasmo! Além de cuidar da alimentação e do sono do seu filho, este é um dos cuidados que ele vai aproveitar muito quando crescer. O desafio de encarar um livro grande, sem tantas figuras, também pode começar com você. Leia um pouco por noite. Que tal Reinações de Narizinho, lá pelos 6 ou 7 anos? Os textos de Monteiro Lobato têm tanta imaginação e fantasia que a criança consegue 'ver' a história.


Fonte: Revista crescer.